Para se chegar a Avalon era preciso saber o encantamento que abriria as névoas e chamaria a barca que o levaria pelo lago até à ilha. Somente os iniciados e alguns homens do povo do pântano (que conduziam as barcas) sabiam o caminho para Avalon. Quem ousasse transpor as brumas sem saber o encantamento ficaria perdido, para sempre, vagando entre os dois mundos.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O Green Man

          

                               O Green Man

O Fantástico Guardião das Florestas e de todos os seres.


 Existe um entalhe fascinante entre as antiguidades inglesas um rosto que espia por entre as folhas e vinhas. 

É o Homem Verde (Green Man), uma misteriosa deidade dos bosques que cuida das florestas e especialmente de todas as variedades de árvores.

 Diz-se que ele tem forma humana, tez verde e se veste com folhas e cascas de árvore.

 Para aqueles que destroem indiscriminadamente bosques e árvores, o Homem Verde é um espírito maligno. 

Para aqueles que amam e usam de modo sábio as árvores, ele é uma tímida entidade que encoraja o crescimento.

Segundo a lenda, ele oculta tesouros sob suas árvores frutíferas, mas torna a ocultá-los se os fazendeiros arrancam as árvores de seus pomares em busca de tesouros.

O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. 

Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.

           O Green Man e os seus caminhos

Por Willowroot Abby 

Nas antigas florestas e campos da Europa, o Homem Verde percorria longas estradas, livremente.

 Os caminhos do homem verde são as formas
que a natureza selvagem e as estações da Terra apresentam.

 Ele está presente onde essa cultura é cultivada e colhida. Ele está lá quando os animais acasalam e nascem. Ele está lá quando mudam as estações e o Sol brilha. 

Reconhecimento e reverência para ele e para a energia de vegetação e a natureza.

Durante a Idade Média, pedras eram esculpidas, semelhantes ao Homem Verde nas paredes e arcos das melhores catedrais. 

Há milhares de cabeças de Green Man, esculpidas em toda a Europa.

Até o momento do Renascimento europeu, religiões pagãs estavam sob constante ataque pela recém-poderosa Igreja Católica.

Este foi também um ataque ao Green Man e sua magia.

 Ainda assim, a presença do Homem Verde era constante e forte para o povo. 

A imagem silenciosa do Homem Verde ecoou do espírito da natureza.

 Sua vigorosa energia masculina foi ao mesmo tempo misteriosa e familiar. 

Como um deus que morre e volta, semelhante a Jesus. 

Em seu caminho o povo da Idade Média misturava suas crenças tradicionais com a nova religião cristã católica.

A sabedoria do homem verde está nos ciclos e passagens. Todos nascem, crescem, envelhecem e morrem, cada um em nosso próprio tempo. 

É esta verdade profunda e sagrada, que encontra resposta na figura do Homem Verde. O Homem Verde é uma ponte mágica entre a natureza e a todos nós. 

Homem em sua forma, ele também é vegetal e animal, ao mesmo tempo. Seus mistérios são os segredos de todas as coisas que crescem. Ele está presente em todos os alimentos naturais - vegetais, saladas, brócolis, milho e os grãos e frutos da Terra. 

Ele vive em todas as culturas e em todas as coisas verdes e de crescimento.



O homem verde é tanto uma parte de nós como nós somos dele. Sua energia preenche as árvores que fazem o oxigênio que respiramos.

 O homem verde nos dá  o sopro da vida. Na colheita, ele se rende a sua essência na altura de sua magnificência. 

Embora ele morra como uma planta, ele nasce novamente nas células e tecidos dos animais e seres humanos. 

Aqui ele nos alimenta e cresce, até no tempo, deixamos de ser, e sua energia é liberada
novamente na terra. 

Lá ele brota de novo no ciclo interminável de morte e renascimento.

        Um Ritual para o Homem Verde

Percorrendo os caminhos do homem verde significa viver em harmonia com a natureza e viver de acordo com as estações do ano. Isso significa olhar para as
bênçãos e dons que são únicas para cada época do ano.

 Sem inverno, não há primavera; sem verão não há colheita.

Rituais do Green Man pode ser feitos para várias finalidades :
 para curar o ambiente, para restabelecer o equilíbrio, ou para assegurar a abundância e o sucesso de novos empreendimentos.

 Rituais para Green Man devem ser realizados com
velas verdes, brancas ou azul claro e amarelo. Velas verdes para crescimento, saúde e vegetação. Branco ou velas azuis representam ar. Velas amarelas brilham com a luz do Sol e sua energia vital e calor.

Símbolos usados em rituais de Green Man podem incluir uma planta que cresce, uma frutas, grãos secos, uma pequena tigela de barro, folhas, bagas, e bolotas ou outros frutos secos.

A invocação do homem verde


"Eu chamo-lhe agora, oh espírito da natureza, forte e livre

Venha e me ensinar, eu estou pronto para honrá-lo

Eu celebro os seus dons, eu estou pronto para aprender suas verdades,

Como os meus antepassados fizeram antes de mim,

Eu vejo o seu poder e sua dor, sob o manto verde

Das cicatrizes em seu corpo e da grande tristeza em seus olhos.

Você não está mais abandonado, nós o ouvimos novamente;

Estamos prontos, para honrar os seus caminhos.

Revele-se, Green Man,

Teça seus feitiços de magia verde.

Ensina-me e eu vou ouvir a sua voz;

Vou comemorar seus caminhos sabedoria sagrada."

O melhor é que esse ritual de Green Man seja feito numa área externa e, se possível, em um local arborizado. Tire os sapatos, afunde os pés na terra fria, e senta a energia do Homem Verde mover-se através do seu corpo. 


Antes de começar seu ritual, tome alguns momentos para ouvir as árvores,observe como eles farfalham, rangem, e gemem como o vento passando, e saiba que isso é o milagre da magia do Homem Verde.

Em tempos antigos camponeses sabiam os caminhos dos campos e florestas, e davam a volta à Terra com o sacrifício do Homem Verde. 

Hoje ainda têm a oportunidade de fazer sacrifícios, mas os sacrifícios que estamos fazendo são os de cuidado, moderação, e conscientização. 

Reciclagem e conservação são hoje os sacrifícios de Green Man.

Hoje, o homem verde ressurge em nossa consciência.

 Sua presença traz equilíbrio e energia para a recuperação de nossa herança ancestral. 

Para os homens, o Homem Verde é especialmente importante, já que ele é um guia para
acessar o poder masculino equilibrado. 

No nosso tempo, o Homem Verde vem com uma voz clara e forte, guiando-nos para um contato mais saudável e mais equilibrado e estável com a natureza.






terça-feira, 26 de abril de 2016

A Grande Deusa…



                 
                          A Grande Deusa…

A criadora de todo o Universo, a Senhora dos dez mil nomes.

Astarte, Diana, Isis, Rhianon, Cerridrew, Hécate, Morgana, Afrodite, Danu, Deméter, Ártemis, Freya, Brighit, Luna, etc.

Donzela, Mãe e Anciã.

Aquela que corre pêlos bosques, livre em sua juventude, no frescor da Lua Crescente, bela, linda, cheia de vida, cheia de vontades e amor….

Aquela que gera, que alimenta e acolhe, que ama e cuida, a Mãe da Lua Cheia que está sempre presente.

Conselheira, sábia pelo tempo vivido e marcado em sua face, a senhora do caldeirão, a que nos ensina em suas histórias na Lua Minguante….

A tentadora, a que encanta, a que provoca, aquela que na Lua Negra, usa a escuridão ao seu favor, a senhora do submundo.

Amante perfeita.

A mãe carinhosa do Deus.

Ela está em cada pétala de rosa, em cada voz dos ventos, em cada orvalho, em cada brilho de estrela, em cada sopro de vida.

Para entende-la, basta erguer os braços em uma noite de lua cheia, caminhar lentamente pela praia , sentar silenciosamente embaixo de uma árvore e meditar, respirar fundo e sentir o cheiro das matas, olhar a beleza das cachoeiras, ver a chuva que cai enquanto ao horizonte se faz o arco-íris, olhar as noites estreladas, e se você se emocionar com isso, pronto, você já entendeu o que é ser uma Filha da Natureza.

Fonte: Internet

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Simplesmente Avalon


                      Simplesmente Avalon

Avalon, uma lenda que está muito além das brumas do tempo... Mas como alcançá-la? 

Para aqueles que estão centrados na fé, basta apenas olhar dentro de si e buscá-la nos seus mais nobres sentimentos. 

O Templo de Avalon é o corpo que guarda a alma ancestral, o caminho que nos leva direto a misteriosa Ilha das Maçãs, ou seja, o caminho da verdade infinita que está dentro de cada ser.

Para adentrarmos na ilha sagrada de Avalon, respire profundamente e esvazie sua mente de todo e qualquer pré-julgamento, medo ou dúvida. Invoque a emoção e a razão dos nossos Deuses Antigos. E, diga apenas:

"Que as brumas, novamente, dêem passagem ao filho de Avalon, que retorna da sua longa jornada, ao plano de luz e beleza. Abençoados pelo céu, a terra e o mar!"

Aos poucos a sensação de bem-estar e amplitude aumentará e num determinado momento você estará lá. 

Aproveite este contato e siga até o ponto mais alto da ilha para ouvir o canto dos pássaros e o farfalhar das folhas das árvores, onde os seres feéricos de Avalon lhe apresentarão todos os segredos gravados na pedra.

Ao descer a colina em espiral, consulte o poço das águas sagradas e o fogo perpétuo da pira central do templo, pois eles são as bases do princípio maior da criação.

Saiba que tudo é possível e que cada minuto são horas de puro prazer e recordação... Busque as respostas, soluções e simplesmente acredite que elas já fazem parte da sua vida. 

Acesse esse portal toda vez que precisar de uma orientação.

A Deusa mãe é amorosa, mas também implacável e, os Deuses, atuam lado a lado daqueles que sabem que o melhor está sempre no caminho do eterno aprendiz. 

Resgate sua sabedoria divina e a força guerreira das tribos celtas.

Viva intensamente este momento e percorra toda a ilha. 

A cada nova viagem você retornará revigorado e sua percepção ficará cada vez mais aguçada. 

Avalon é simplesmente esta doce emoção, mas, apenas para aqueles que ainda acreditam na magia que está escondida dentro do seu coração. 

Que assim seja!

Rowena Arnehoy Seneween ®


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mais sobre Avalon ou Glastonbury


Castelos e fortificações de pedra compõem boa parte da paisagem da Inglaterra rural. 


Em muitos deles, a passagem do Rei Arthur e de seus leais cavaleiros da Távola Redonda com seus feitos nobres deixou marcas, ajudando a construir suas histórias.

Mas é no sudoeste da Inglaterra, a 150 km de Londres, na cidadezinha de Glastonbury (um dos lugares mais sagrados da Inglaterra) que expedições arqueológicas encontraram não só vestígios de um Arthur em carne e osso como também do seu refúgio, a lendária Ilha de Avalon.

Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon e atrai visitantes de todos os gêneros: românticos fascinados pela história do rei Arthur, peregrinos à procura da herança da antiga religião, místicos em busca do Santo Graal, em busca da energia que emana de Stonehenge que era ligada ao antigo rio Avalon, ainda quando Glastonbury era rodeada por pântanos, enquanto; os astrólogos são seduzidos pela existência de um zodíaco na paisagem, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury por Katherine Maltwood.

Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon também chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro.

 O nome Avalon tem origem no semi-deus celta Avalloc. 

Os Celtas a consideravam uma passagem para outro nível de existência.

Segundo pesquisadores, Avalon ainda pertencia ao mundo, a comunidade de lá convivia pacificamente com os cristãos, que ali chegaram pedindo abrigo.

 Foram acolhidos com a condição de que não interferissem nos cultos e nas tradições antigas. Diz-se que padre José de Arimatéia levou o cálice Graal contendo o sangue de Jesus para a ilha de Avalon (Glastonbury com seus pântanos atualmente drenados).

Em Avalon havia suas deusas e deuses, vivia em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, seguindo as mudanças das estações do ano, os ciclos da lua com seus antigos rituais.

 Viviam lá as Sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza, conheciam a magia, as ervas para curar, os segredos do céu e das estrelas e a música principalmente...Em Avalon onde tudo florescia era iluminada pelo sol.

Entretanto, com o passar do tempo, os padres (não José de Arimatéia, que se “dizia”, teria uma concepção contrária de outros padres) começaram a ver os cultos pagãos como profanos, dizendo que em seus rituais o demônio era adorado, condenando-os. 

Muitas comunidades pagãs foram destruídas, e a partir de 391, com a consolidação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, as perseguições tornaram-se maiores e os cultos pagãos foram totalmente proibidos.

Avalon é uma ilha sagrada. Há muitas eras, pertencia ao mundo, mas hoje, está entre a Terra e o Reino Encantado, cercado pelas brumas que encobrem a ilha e a separa do mundo dos homens.

Inúmeros sítios místicos da Bretanha envolvem uma história particularmente rica e variada, figurando em cultura druida, cristãos, cultos celtas, no ciclo arturiano e na espiritualidade da Nova Era. 

No entanto, mesmo as associações mais antigas são relativamente novas, se comparadas com os primórdios dos marcos sagrados. Há 6 mil anos ou mais, alguns desses sítios constituíam o solo sagrado de um povo mais remoto – os adoradores neolíticos da Deusa-Mãe.

A Deusa, uma divindade da mãe-terra reverenciada pelas sociedades primitivas em muitas partes do mundo, aparentemente teve seus seguidores na Inglaterra. 

Em Silbury Hill há uma enorme colina perto de Stonehenge, que teria representado o ventre da deusa grávida. 



Para erguê-la, seus construtores teriam feito um esforço prodigioso, arrastando cerca de 36 milhões de cestas cheias de terra, durante 15 anos.

A pedra-ovo, considerada símbolo da poderosa mãe cósmica pode possuir uma energia própria: Dowsers afirma que ela emite fortes vibrações. 

Com quase 40 metros de altura, uma estrutura artificial pré-histórica que alguns historiadores acreditam que ela representasse um olho, um símbolo usual da deusa-mãe.

 O morro em si seria a íris e o círculo em seu topo, a pupila.

A 1,50 quilômetro a leste de Glastonbury, ergue-se a mais de 150 metros de altitude outra colossal gravidez da terra, o Tor, um cone extraordinário, visível de todas as direções em um raio de mais de 30 quilômetros.

Ao redor de suas encostas os terraços construídos pelos homens formam um imenso labirinto que se enrosca até o corpo. Alguns pesquisadores acreditam que esses caminhos tortuosos foram projetados para a prática de rituais pagãos, na pré-história.

O Tor é coroado pela torre em ruínas de uma igreja dedicada a São Miguel, um célebre caçador de dragões e inimigo dos espíritos do mal.


Os monges medievais erigiram a igreja com o intuito de cristianizar o local e erradicar seus vínculos com reis e deuses pagãos.

Segundo uma lenda celta, a entrada para Annwn, a morada subterrânea das fadas, pode ser encontrada através de túneis e câmaras naturais localizadas debaixo do Tor. 

através desse portal que Gwynn ap Nudd, rei das fadas, teria partido em caçadas selvagens para encontrar e roubar os espíritos dos mortos.

O Tor de Glastonbury é inconfundível em uma vista aérea. 


Sobressai de tal maneira na paisagem, que induziu à hipótese de ter servido como referência para a aterrissagem de discos voadores. 

“Tor” em celta significa Portal, passagem; estaria ali o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha sagrada de Avalon.

Uma tradição milenar relata também que está em Glastonbury (antiga Ilha de Avalon) o Poço do Cálice Sagrado (Chalice Well), onde José de Arimatéia, amigo e protetor de Cristo, no ano 37 d.C., teria escondido o Santo Graal, o cálice da Santa Ceia, contendo o sangue de Jesus. 


O poço fica nas proximidades da colina de Tor.

É um lugar muito apreciado para meditação.


 De uma fonte, sai uma água pura e cristalina com propriedades medicinais.

 O sangue do cálice teria sacralizado e tingido a água pura do poço.

Esta é realmente vermelha. Segundo cientistas, devido ao alto teor de ferro no solo. 

Para os turistas e locais, beber as águas do "Chalice Well" é beber da própria fonte da juventude.

Enfim, Glastonbury é um berço sagrado que abriga muitos mistérios...


Nas mitologias galesa e irlandesa, os poços são portais para o mundo dos espíritos, e o desenho da tampa do poço (Vesica Piscis) representa justamente a interseção entre os dois mundos, cortados ao meio por uma lança ou espada associada à Excalibur, a legendária espada do rei Arthur.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A Ilha Sagrada


Entre as brumas está uma terra 
Há muito perdida 
Há muito esquecida 
A Ilha sagrada 

Lá todos são felizes 
Em Avalon 

O lar das sacerdotisas 
O refúgio dos sonhadores 
A inspiração dos poetas 
A origem dos amores

As Donzelas que lá moram 
Desfrutam da doce maçã de Avalon 
E bebem do poço sagrado 
Suspiram aguardando Beltane 

Em Beltane é só alegria 
Todos dançam ao reodr das fogueiras 
Com uma bela cantoria 

E a Virgem da primavera benze os campos 
Com a sua pureza e beleza 
Espera a chegada do Cernuno 
E faz-se mulher por sua terra. 

Em Avalon
As flores nascem mais belas 
O crepúsculo é mais demorado 
Os pássaros cantam mais doce 
É harmonia em todo lado 

Mas Avalon desapareceu entre as brumas
E só resta a triste lembrança 
Do que aquela terra um dia foi 
A terra dos sonhos 
A Ilha sagrada

segunda-feira, 9 de março de 2015

A Cruz Celta


A cruz celta tem estado em evidência desde que o cristianismo começou a se espalhar pelas Ilhas Britânicas. 

Ela geralmente tem a aparência de uma cruz cristã coberta com nós celtas entrelaçados. 

Os braços da cruz são conectados por um círculo perfeito, também geralmente decorado com nós celtas. 

Contudo, a cruz celta não representa somente o cristianismo. 

Em sua essência, a cruz celta é uma combinação de crenças cristãs e druídicas, uma combinação que foi tão necessária quanto prática.

A lenda mais famosa explicando as origens da cruz celta tem a ver com São Patrício, um padre católico irlandês que assumiu a conversão dos pagãos celtas ao cristianismo. 

A lenda conta que um dia, enquanto ele pregava para um grupo de pagãos irlandeses, ele desenhou uma cruz cristã sobre um menir, então desenhou um círculo ao redor dela para representar a deusa celta da Lua. 

Isto mostrou aos pagãos que São Patrício estava disposto a combinar e tolerar a fé deles se eles estivessem dispostos a aceitar Cristo como seu Deus e se converterem ao cristianismo. 

A história conta que esta tática deu certo e que o símbolo da cruz com círculo começou a se enraizar.

Apesar das histórias de como a cruz celta veio para combinar os símbolos pagãos e cristãos, muitos cristãos veem o círculo como um símbolo do amor eterno de Cristo envolvendo o símbolo de seu sacrifício a seus seguidores. 

Outros acreditam que o círculo representa a aura de luz que cerca as cabeças do divino. 

Ele também pode representar a existência eterna da promessa de Cristo de salvação e do Céu para aqueles que acreditam nele e em seu sacrifício.

Muitos símbolos cristãos e pagãos se alternam entre os sistemas de crenças, especialmente em lugares onde paganismo e cristianismo coexistiram por longos períodos de tempo, como nas Ilhas Britânicas.


 A cruz celta não é exceção. Como um símbolo pagão, a cruz geralmente geralmente tem quatro braços com comprimentos iguais que representam os quatro principais elementos: terra, ar, fogo e água. 

O lugar onde os braços se cruzam representava o quinto elemento do espírito.

 De acordo com Fantasy Ireland, os braços também representam as quatro partes sagradas do ser humano: mente, alma, coração e corpo, com o centro ainda representando o espírito.

 A cruz também era um símbolo celta de proteção, que se acreditava bloquear a negatividade e prevenir ataque físico.

 O círculo ao redor da cruz representa tanto a deusa da Lua em sua forma mais plena ou o deus sol; às vezes, ele representa ambos, englobando as divindades masculinas e femininas do céu.

Apesar de nem sempre ser retratada deste jeito, a maioria das cruzes celtas também é recoberta com complicados padrões de nós celtas.

 Pouco se sabe sobre estes nós e seu simbolismo, apesar de que, de acordo com Celt Arts, eles podem ter sido um tipo de linguagem do povo celta. 

Eles aparecem em muitas estruturas celtas, menires, dentro de câmaras mortuárias e em roupas. 


Aqueles retratados na cruz celta geralmente formam um tríscele com três pontas no final dos braços.

 Alguns desenhos combinam nós celtas com símbolos históricos, como uma pomba onde se cruzam os braços e um cálice na base da cruz com os nós fluindo para ele para representar o caminho do sangue de Cristo.

A cruz celta moderna aparece em incontáveis peças de jóias como pendentes e braceletes, como decoração para peças de roupas e em capas de muitas Bíblias.

 No mundo antigo, a cruz celta era geralmente esculpida em pedra.

 Algumas cruzes eram esculpidas em um menir, deixando o resto da pedra intacta.

 Outras eram esculpidas em uma pedra, com ela sendo entalhada para deixar apenas a cruz. 

Muitos exemplos destas peças ainda podem ser encontradas hoje na Irlanda e no resto do Reino Unido.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

As Sacerdotisas de Avalon


                        As Sacerdotisas de Avalon

Para se chegar a Avalon era preciso saber o encantamento que abriria as névoas e chamaria a barca que o levaria pelo lago até à ilha. 

Somente os iniciados e alguns homens do povo do pântano (que conduziam as barcas) sabiam o caminho para Avalon. 

Quem ousasse transpor as brumas sem saber o encantamento ficaria perdido, para sempre, vagando entre os dois mundos. 

A terra sagrada das noviças devotadas à antiga Deusa, também chamada de Grande Mãe, foi palco de grandes acontecimentos na saga do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Avalon, a “ilha das maçãs”, ficava na Inglaterra, em um lago rodeado de juncos, envolta em uma fechada cortina de bruma. 

Depois que a neblina se abria, um barqueiro misterioso conduzia o visitante até o lugar sagrado.

Viviane, a Senhora do Lago, liderava as donzelas que viviam em retiro devotado à Deusa.

 Mais tarde, foi sucedida pela fada Morgana, meia irmã do Rei Arthur.

 Segundo a lenda, uma mão surgida das águas do lago de Avalon presenteou-o com sua lendária espada Excalibur.

O vale de Avalon encontrava-se envolto na paz das colheitas. 

A luz dourada era filtrada através das folhas da macieira, cintilando no fumo perfumado que subia ondulante do caldeirão e concedia uma iluminação suave aos véus das sacerdotisas

Nos tempos antigos, as bruxas escolhidas tinham a posição de Sacerdotisa da Lua.

 Nas regiões costeiras e nas ilhas, as bruxas também poderiam ser Sacerdotisas do Mar.

 O uso da água do mar era um aspecto importante na Magia Lunar. 

Pois se "carregava" a água e liberava-se essa carga através da evaporação.

A lua é o ponto de foco da Terra.

 A Lua absorve, condensa e canaliza todas as forças que são recebidas pelo planeta.

 Aradia disse a seus discípulos para procurar pela Lua para qualquer propósito mágico.

As mulheres são vistas como as que carregam a energia da Lua dentro delas. 

Os homens também têm isso, mas as mulheres têm uma ligação mais próxima.

Uma Sacerdotisa, precisa está consciente de seu papel. Uma Sacerdotisa precisa retomar o poder da Grande Mãe, a glória da grande provedora da vida.

 Sabemos também do nosso poder, porque ao longo das eras não esquecemos a sacralidade de nossa existência ao nos identificarmos com a obra.