Para se chegar a Avalon era preciso saber o encantamento que abriria as névoas e chamaria a barca que o levaria pelo lago até à ilha. Somente os iniciados e alguns homens do povo do pântano (que conduziam as barcas) sabiam o caminho para Avalon. Quem ousasse transpor as brumas sem saber o encantamento ficaria perdido, para sempre, vagando entre os dois mundos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Imbolc


Imbolc / Candlemas / Brigid - Lua nova-crescente de agosto (HS)

Imbolc ou Candlemas ocorre entre o Solstício de Inverno e o Equinócio da Primavera. Com a aumento da força do Sol temos a promessa da chegada da Primavera.

A palavra Imbolc significa “no leite”, pois nesse período as ovelhas, vacas e cabras entravam em seu período de lactação e começavam a produzir leite. Isso era um indício claro da chegada da Primavera.

Em Imbolc a Deusa Brigida, Senhora do Fogo, da vida, do conhecimento, da poesia e das fontes sagradas era honrada por todos os Celtas.



Este Sabbath originou-se na antiga Irlanda, nas comemorações da Deusa Brighid, Brigid ou Brigith, homenageada como a "Noiva do Sol". Apesar de estarem no auge do inverno, este festival era dedicado ao aumento da luz e ao despertar das sementes enterradas na terra congelada. Na Roda do Ano, Imbolc é o oposto de Lughnasadh e festeja a Deusa como Donzela.

Imbolc ocorre seis semanas após Yule, simbolizando a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor. A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta data na festa da Candelária, a Purificação de Maria. A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida e seu santuário foi transformado em um mosteiro de monjas.

Brigidh ou Bride (pronuncia-se Bríd), era uma Deusa Tríplice, regente da Inspiração (arte, criatividade, poesia e profecia), da cura (ervas, medicina, cura espiritual e fertilidade) e da Metalurgia (ferreiros, ourives e artesãos). Por ser uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais que despertavam ou ativavam o Fogo Criador. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.


Imbolc é o momento ideal de banirmos todos os remorsos e culpas (sentimentos associados ao Inverno) e planejarmos o futuro para o próximo ano. Esse é um dos Sabbats mais poderosos, pois traz uma mudança pessoal profunda e transformadora. É tempo de limpar, lavar e purificar e se preparar para o crescimento e a renovação.



                Ritual de Imbolc para praticantes solitários


Seguem algumas dicas para a celebração deste sabbat. Logo abaixo você confere uma sugestão de ritual mais elaborado, para quem segue uma linha mais cerimonial.



- Imbolc é tempo de purificação: limpe sua casa, seu corpo, seus armários, doe o que não usa mais, presenteie as pessoas queridas com objetos que elas possam gostar etc.


- Faça você mesma sua cruz de Brigit e pendure-a sobre a porta da cozinha, onde ocorre a transformação dos alimentos. Somos o que comemos, portanto, abençoe sua comida.
- Doe comida para moradores de rua. Cozinhe para a sua família e celebre a volta da fartura após o inverno. Guarde um pouco para os pobres; não custa nada.
- Crave na porta de sua casa um triskle, símbolo da Deusa Tríplice, para que abençoe e proteja seus entes familiares e seu lar.


Se você deseja um ritual mais elaborado para celebrar este festival, segue uma sugestão para praticantes solitários.
Arrume o seu altar de acordo com a ocasião. Coloque a sua roda de velas no centro do altar. Ao lado, coloque a sua coroa de velas (se você for mulher). Acenda um incenso de manjericão, violeta, mirra, limão, camomila, benjoim, sálvia, rosas ou calêndula. Coloque seu cálice com leite ou água sobre o pentáculo. Decore o altar com muitas flores brancas.


Lance o círculo mágico da maneira como está acostumada, cantando alguma música de putificação que você tenha feito ou alguma outra que você goste (veja a seção de cânticos sagrados). Enquanta canta, vá varrendo toda área do círculo. Quando achar que já foi o suficiente para purificar o local, faça a seguinte invocação:




Brigit, filha de Danu
Brigit do fogo, da água e da inspiração
Toque sua harpa que é o instrumento de nossas vidas
Que eu ouça sua canção assim como todos os seres.

Acenda as velas da coroa e vista-a. Acenda as velas da roda e, a cada vela acesa, faça um pedido. Então diga:


Com as luzes eu abro caminho para         que a Primavera chegue
O Sol cresce cada vez mais e a esperança está viva.
Contemple as flores sobre o altar e diga:
Eu ofereço estas flroes à Donzela
Eu honro os espíritos da Natureza
O solo fica fértil e é terreno para novas sementes
Que nós sejamos todos abençoados.

Pegue seu cálice e eleve-o, dizendo:
Eu honro a Deusa Virgem e a luz crescente do Sol.


Beba o seu conteúdo, fazendo uma libação aos deuses. Entoe canções a Brigit ou leia algumas poesias inspiradas em voz alta. Canta, dance, festeje. Quando terminar, agradeça aos deuses e aos quadrantes, destraçando o círculo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ritual de Yule

Uma tradição originada no Reino Unido ( e mais tarde largamente difundida pela Europa) era praticada nos tempos antigos : "a Tora de Yule", um tronco de carvalho ou freixo era cortado e decorado com ramos verdes e cones de pinheiro, eles eram queimados na lareira para  simbolizar o retorno do Sol.

Um porção da "Tora" era guardada para  iluminar os anos seguintes de Yule, permitindo que a casa permanecesse aquecida durante  todo o ano. Alguns diziam que a "Tora" não só iluminaria como espantaria a má sorte e as assombrações.

Os pagãos modernos criaram um  modo mais atual de celebração em substituição à  antiga "Tora de Yule".
Se constitui num pequeno tronco que é usado como base pra apoiar 3 velas...Proceda da seguinte maneira: Descubra um pequeno galho de carvalho, freixo ou pinheiro e achate um dos lados. escave  3 buracos para por  uma vela vermelha, verde e branca (representando o  Inverno), verde, dourada e preta (o Deus Sol), ou branca, vermelha e preta (a Grande Deusa).


Decore com folhagens verdes (azevinho ou hera)  com suas favoritas, arcos vermelhos e dourados, botões de rosa, cravo e polvilhe com farinha branca. Esta Tora poderá então ser queimada, ou guardada para ser reutilizada no ano seguinte, redecorada com ramos  frescos.

Tire da árvore  apenas o necessário pra fazer a "Tora", e que seja pedida permissão á árvore e um presente seja oferecido a ela em troca(os celtas  por vezes ofereciam leite).


Ritual SugeridoTome um banho ritual e limpe o local da maneira habitual (varra com a vassoura ritual e passe pano molhado com desinfetante na área).

Lance o círculo da maneira habitual, invoque suas Deusas e Deuses pessoais. Então pegue a vela do Deus usada  no Samhain, de frente pro altar diga:"como esta vela representa o Senhor do Sol, sua morte e seu renascimento esta vela iluminará o seu retorno."Apanhe uma vela no altar e ilumine  a vela do Deus.

 Levando a vela do altar com você, circunde o  altar  movendo-se em volta da "Tora de Yule". acenda a vela dizendo:"Abençoda seja a Deusa em seu aspecto de Donzela, pura e jovem.


 Possa todo o mundo  renascer jovem como ela de novo"Acenda a segunda vela dizendo:"Abençoada seja a Deusa no aspecto de Mãe, amável e forte. Possam todos que vem do  útero Dela sejam fortes e frutifiquem"Acenda a terceira vela dizendo:"Abençoada seja a deusa no seu aspecto de Anciã, poderosa e sábia. Guardiã da Magia e da Roda Vital.


"Volte-se agora a Tora de Yule que foi acesa, ponha a vela no altar neste local. Volte de frente pro altar e de pé  com a face voltada pra Leste, fale estas palavras:
"Nesta noite o Senhor do Sol é renascido, a Deusa e o Deus estão reunidos. 


Como o Sol retorna  e faz a roda do ano girar mais uma vez, nós  honramos a Deusa eo Deus e o recém-nascido Deus, nosso Mãe e Pai."




Agora é tempo  de algumas atividades sazonais que você tenha planejado para esta noite, Magia não é realmente apropriada, faça  uma mentalização pela Paz, Harmonia, Amor e  aumento da Felicidade.

Outras atividades podem ser incluidas, tais como   cantos, decoração da àrvore de Yule. Ao acabar celebre com bolos e ceveja, então encerre o Círculo da forma habitual...

Extraido do site "Silver Wolf"s Lair"Tradução Deolinda...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Yule ( Solstício de Inverno )

21 de Dezembro) H. Norte / (21 de Junho) H. Sul


Esse é o Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra, e a escuridão do inverno ameaça ir embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebê. É importante notar que no hemisfério norte o Yule é comemorado na mesma época do Natal, e que tem significado muito parecido com o feriado cristão: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Terra.


O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito totalmente pagão: o Pinheiro, o azevinho, e tantas outras árvores tão utilizadas no Natal são árvores cujas as folhas perenes e sempre verdes, e por isso simbolizam a continuação da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e anunciam os espíritos que possam estar presentes. É desta data antiga que se originou o Natal Cristão.


As coroas que se colocam nas portas, e nas paredes representam a Roda Solar ou Sun Cross; maçãs, doces, azevinho, e fogueiras são outras caraterísticas de Yule.


Antigamente acendiam-se grandes fogueira nesta festividade, e dançava-se ao redor delas girando muitas vezes como uma forma de atrair as mudanças tanto internas como externas.
Podemos ver aqui a semelhança com a festa de São João e os motivos pelos quais a igreja a determinou, ainda que de uma forma bastante distorcida.


Posteriormente o tronco de Yule foi trazido para dentro das casas, e nele se talhavam sois, símbolos mágicos ou figuras masculinas, e era depois decorado com folhas.
Belém, a manjedoura, etc, não são nada mais que a recriação da “Caverna Sagrada” onde a Mãe dá a Luz à Criança-Sol; a caverna contêm em seu simbolismo a estabilidade da Terra e a sua energia, representando a quietude do inverno e a escuridão protetora que existe no interior do ventre da Grande Mãe.

Apesar de no Brasil termos o costume de dizer que trata-se do “primeiro dia de inverno”, a data por volta de 21 de junho simboliza o meio do inverno, ou seja, quando o inverno está no ápice. Tanto é que, originalmente, o nome é “middle-winter” (em inglês, meio do inverno).

Na noite do Solstício de Inverno, o Deus nasce para a sua mãe virginal. Vale lembrar que o significado original da palavra "virgem" é bem diferente da sua conotação moderna, ou seja, a mulher que nunca teve relações sexuais. Esse termo originou-se do Paganismo greco-romano, segundo o qual uma virgo intactus era uma mulher inteira e completa em si mesma. Ela não tinha necessidade de uma família para atingir a totalidade. Geralmente era uma sacerdotisa, livre para ter quantos amantes quisesse.



Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união. E de se acender fogo - fogueira, velas - como elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a nossa vida, corações e mentes.

Para quem está em sintonia com a natureza e as forças divinas que existem dentro de nós, que esta seja uma linda noite de Yule e que o retorno da Luz ilumine as nossas vidas! 

Tabela básica das correspondências de Yule

• Incensos: Mirra e cedro.
• Cores: vermelho, verde, dourado, branco e prateado.
• Bebidas: vinho condimentado com especiarias, sidra com canela, chá de hibisco e gengibre.
• Ervas: Hera, Louro, Cedro, Alecrim, Pinho, Laranjeira, Nozes, Limões e canela em rama ao redor da árvore de Yule
• Comida: nozes e frutas como: maçãs, peras, tortas e bolos molhados com sidra, o famoso bolo-tronco de Yule.
• Tradições: Decorar a árvore de Yule, queimar o tronco de Yule, fazer coroas para proteger nossos lares.



Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”.


 Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa.O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.


A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. 


Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.

O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.

As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde).

Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.

A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice.






Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Oração à Mãe Terra/Gaya

Oração à Mãe Terra/Gaya

"Amada Mãe Terra Gaya,

Solo sagrado que nos acolhe,
louvamos e agradecemos por toda a vida gerada em todos os vossos reinos.

Hoje, depois de tantos ciclos, depois de tanto tempo...
Percebemos e sabemos o tamanho de vossa beleza,
a sacralidade de vossa pureza,
a magnitude de vossa grandeza;
a divindade de vossa natureza.

Nutridos e acolhidos em vosso amor divino,
Sabemos a simplicidade de nosso destino.

Perdoa-nos por todas as vezes que esquecemos a magnitude de vossa existência,
Por todas as vezes que deixamos de protegê-la, negando a tão sagrada consciência.

Terra sagrada das quatro estações, das oito visões, dos ciclos divinos que ensinam as grandes liçoes...
o tempo de semear, de cultivar, de crescer, de nutrir, de colher...
o tempo de mudar, de trocar, de partilhar, de deixar ir, de contemplar...
o tempo de ser, de viver, de saber; de morrer...

Terra sagrada dos ciclos da vida, Grande Mãe, tão amada e querida, Vos louvamos, vos agradecemos, Vos abençoamos e à vós prometemos:

Que vosso fogo incendeie nosso espirito;
Que vossas águas renovem nossos corações;
Que vossos ares libertem nossas mentes;
Que vossas terras nutram nossos corpos;
E assim seremos UM com vossa Presença!!!

E assim, sua alma será para sempre sentida e vivida dentro de nós,
E em unidade, honraremos a sabedoria e a vida que existe em Tudo. Na Terra, como no ceu! Amem

...Amada Gaya, recebei de nós, vossos filhos, a gratidão infinta.
Que possamos colocar no vosso sagrado coração todo o nosso imenso amor e todo o nosso absoluto reconhecimento."

(Sarah Tamar por Joanita Molina)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mabon (Equinócio de outono )




O equinócio é o momento em que o Sol passa pelo equador celeste, quando o dia e a noite duram
 o mesmo tempo , ao contrário dos solstícios de inverno e de verão, quando o dia é mais curto em um e mais longo no outro.


 É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz.


É tempo agradecer a Deusa (que é a Senhora de Abundância) pela colheita que nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, onde se festeja a abundância da Mãe Terra. e se dá graças pelo que foi colhido e caçado.


Mabon marca o começo do Outono e é também a fase de ancião do Deus Sol que se prepara para morrer...
Ele está envelhecendo e morrendo lentamente, como as plantas colhidas da Terra.


Ele doou todo o seu poder aos seres humanos através das colheitas.



É um período de morte e renovação, quando as folhas ficam douradas e as hortas se reciclam.
Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna, para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno sempre é seguido pelo Verão.




É o recolhimento do Deus em forma de semente no ventre da Mãe e a promessa do seu retorno.
É hora de meditar sobre os projetos, a escolha das sementes (nossos sonhos) que serão plantadas no próximo ano.

Temos que soltar, deixar ir, pessoas, sentimentos e objetos que não tem mais significado em nossas vidas, pois isso é o que impede de alcançar aquilo que queremos, quando não conseguimos compreender que cada coisa tem seu tempo.
Os temas desse Sabbat são equilíbrio e ação de graças.



Atividade: Faça uma cornucópia da Abundância
A cornucópia, é um símbolo de generosidade, boa colheita e tem implicações mágicas bem-definidas.
O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do Deus.


O interior do chifre simboliza o útero, especialmente quando está cheio de generosidade da terra fértil, e representa a Deusa.

Como Mabon é a Ação de Graças das Bruxas, é muito apropriado utilizar esse símbolo para enfeitar nossa mesa.

Faça ou compre uma cornucópia.
Encha de frutas, flores, grãos e moedas, de forma que eles sejam derramados sobre a mesa. Acrescente outras coisas mágicas, como folhas de louro, ou fitas com cores que representem a prosperidade.


Lembre-se a magia está no ato da confecção, colocando todo o entendimento e intenção de abençoar a mesa (os familiares e amigos) com prosperidade.





                                 Bebida Mágica de Mabon
· Sidra de maçã quente;
· Canela;
 Pequenas rodelas de maçã

A maçã rege o coração e é o simbolo da Deusa, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor.

A canela, é governada pelo Sol, representa a essência solar e, ao ingerirmos esta bebida aquecida, é como se estivéssemos ingerindo a união do Deus e da Deusa.



Este é um momento para sentir a gratidão por todas as dádivas recebidas, é um momento de partilha e comunhão entre todos com um banquete de abudância em honra ao Deus. 


Nesse encontro de familiares e amigos que tem como propósito o agradecimento, é feita a passagem do Cálice da Gratidão entre os presentes.
Um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante da mesa.


Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos (sem beber do cálice). Quando todos tiverem agradecido por todas as bênçãos, o Cálice é passado, eles bebem e passam adiante.


Isso continua até a Taça esvaziar, todos bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo.



Devemos também pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto, assim como é a época ideal para prestar homenagens a nossos antepassados femininos, queimando papéis com seus nomes no caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.




                              Simbolismo


Esse sabbat (Sabá no Brasil), que ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain), marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.


Este é o dia de ação de graças do paganismo. Data onde os pagãos honram o Deus em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.


O nome Mabon veio de um deus Celtas (também conhecido como Angus), o Deus do Amor. Esta é a ocasião ideal para pedirmos por todos aqueles que amamos, além de todos os que estão doentes ou velhos
.
                         Costumes e tradições


É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas.


Também é costume retirar um tempo para dar uma atenção à sua casa, como consertar objetos estragados, restabelecer os estoques ou simplesmente fazer uma faxina. 


É comum em algumas tradições realizar uma bênção na casa no dia de Mabon.


As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproxima-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




                          Ritual do Sabbat Mabon


Comece fazendo um círculo com cerca de 3m de diâmetro. No centro, erga um altar voltado para o norte. Sobre ele coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat, um cálice com água, uma faca, um prato de sal, pó ou areia, um sino de altar consagrado e um incensório.


Enfeite o altar com a decoração tradicional sagrada, como bolotas, pinhas, malmequeres, rosas brancas e cardo. 


As flores poderão ser arrumadas em buquês ou guirlandas para o altar ou para o círculo, ou reunidas em uma coroa colocada no alto da cabeça.


Salpique um pouco de sal dentro do círculo e, então, trace-o com uma espada cerimonial consagrada ou com uma vareta, dizendo:


" COM SAL E A ESPADA CONSAGRADA EU CONSAGRO E TRAÇO ESTE CÍRCULO DO SABBAT SOB O NOME DIVINO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEÇãO. INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT."


Acenda a vela e o incenso. Toque três vezes o sino do altar com a mão esquerda para iniciar o Ritual do Equinócio e conjurar os espíritos elementais. Pegue o punhal com a mão direita, volte-se para o leste e diga:


" OH SAGRADOS SILFOS DO AR E REIS ELEMENTAIS DO LESTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CíRCULO CONSAGRADO."


Volte-se para o sul e diga:


" OH SAGRADAS SALAMANDRAS DO FOGO E REIS ELEMENTAIS DO SUL, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CíRCULO CONSAGRADO."


Volte-se para o oeste e diga:


" OH SAGRADAS ONDINAS DA ÁGUA E REIS ELEMENTAIS DO OESTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CÍRCULO CONSAGRADO."


Volte-se para o oeste e diga:


" OH SAGRADAS ONDINAS DA ÁGUA E REIS ELEMENTAIS DO OESTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CÍRCULO CONSAGRADO."


Volte-se para o norte e diga: 


"OH SAGRADOS GNOMOS DA TERRA E REIS ELEMENTAIS DO NORTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CÍRCULO CONSAGRADO."


Toque três vezes o sino e coloque-o de volta no altar. Estique o braço direito, aponte a ponta do punhal para o céu e diga:


" AR, FOGO, ÁGUA, TERRA, VENTRE DA VIDA, MORTE PARA RENASCER. A GRANDE RODA DAS ESTAÇÕES GIRA, O FOGO SAGRADO DO SABBAT QUEIMA. SOMOS TODOS CRIANÇAS DA DEUSA. E PARA ELA DEVEMOS RETORNAR."


Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e, depois, no prato de sal, pó ou areia e diga: 


"ABENÇOADA SEJA A DEUSA DO AMOR, CRIADORA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. O CALOR DO VERÃO DEVE AGORA TERMINAR. A GRANDE RODA SOLAR GIROU NOVAMENTE. QUE ASSIM SEJA!"


Toque três vezes o sino do altar para encerrar o rito, afaste os espíritos elementais e agradeça à Deusa. Desfaça o círculo de maneira levógira com a espada cerimonial ou com a vareta.


Fonte: ‘Wicca – A Feitiçaria Moderna’, de Gerina Dunwich

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os Celtas


Os Celtas
A natureza era a companhia do homem primitivo. Ela fornecia abrigo e alimento e, em retorno, a humanidade a reverenciava. 


As religiões primitivas louvavam as pedras e montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos.

A Voz da Floresta é uma ponte mítica entre o mundo dos deuses e o dos homens, entrelaçado com a veneração que os Celtas tinham pelas árvores.

Como uma representação do universo, as raízes das árvores habitam o solo, o conhecimento profundo da Terra. E o tronco une as raízes ao céu, trazendo este conhecimento à luz.

A bravura dos Celtas em batalha é lendária. Eles desprezavam com freqüência as armaduras de batalha, indo para o combate de corpo nu. 


Os homens e as mulheres na sociedade Celta eram iguais; a igualdade de cargos e desempenhos eram considerados iguais em termos de sexos. As mulheres tinham uma condição social igual á dos homens sendo muitas vezes excelentes guerreiras, mercadoras e governantes.

Os Celtas transmitiram a sua cultura oralmente, nunca escrevendo a sua história ou os seus fatos. Isto explica a extrema falta de conhecimento quanto aos seus contatos com as civilizações clássicas de Grécia e Roma. 


Os Celtas eram na generalidade bem instruídos, particularmente no que diz respeito á religião, filosofia, geografia e astronomia.

O nome Bretanha deriva do Céltico. O autor Grego Pytheas chamava-lhes as “Ilhas Pretanic” o que tem origem no nome que os habitantes da ilha tinham e se chamavam a eles próprios, Pritani. 


Isto e muito mais, foi mal traduzido para o latim o que deu Brittania ou Britanni. Os Celtas migraram para a Irlanda vindos da Europa, conquistando assim, os seus habitantes originais.

O catolicismo primitivo, tal como um furacão devastador apagou tudo o que lhe foi possível apagar no que diz respeito aos rituais célticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adoração da força negativa. 


Na realidade isto não é verdade, os celtas cultuavam a Mãe Natureza e quando os primeiros cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, segundo pesquisadores, a tradição céltica relata que José de Arimatéia discípulo de Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal (“Taça usada por Jesus na Última Ceia”).

A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida assim.


 Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, também conhecida atualmente como lei do carma.

Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias, reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.

Enquanto em algumas cerimônias célticas os participantes a faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a canalização de força. 


Por não usarem roupas em algumas cerimônias e por desenvolverem rituais ligados à fecundidade da natureza, por ignorância, por má fé ou mesmo por crueldade dos padres da Igreja, Celtas foram terrivelmente acusados de praticarem rituais libidinosos, quando na realidade tratava-se de rituais sagrados à Deusa Mãe.



Tomando posse de quase toda a Europa, os Celtas dividiram esse continente em três partes: a Central (teuts-land, q.s. terra de teut), a Ocidental (hôl-lan ou ghôl-lan, q.s. terra baixa) e a Oriental (pôl-land, q.s. terra alta); tudo o que estava a Norte dessas regiões denominavam de dâhn-mark (q.s. o limite das almas), que ía do Rio Don às Colunas de Hércules; aquele Don que os antigos franceses chamavam de Tanais e que era baliza para a ross-land (q.s. terra do cavalo = rússia).


fonte:www.misteriosantigos.com

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Arte da Magia


“A magia é a projeção das forças naturais para gerar efeitos necessários.”

Há três fontes principais de tal energia: o poder pessoal, o poder da Terra e o poder divino.
 
Ao contrário do que reza a crença popular, a magia não é sobrenatural.

 Na verdade, é uma prática oculta (escondida) imbuída em milénios de segredos, calúnias e desinformação, mas é uma prática natural que se utiliza de poderes genuínos ainda não descobertos ou catalogados pela ciência.

Há, literalmente, milhares de sistemas de magia, mesmo entre os próprios Wiccanos. 

Por exemplo, existem inúmeros modos mágicos de trabalhar com cristais, ervas ou símbolos, e combinando-os criam-se ainda mais sistemas

Na magia Wiccana, o poder pessoal é reconhecido como uma ligação direta com a Deusa e com o Deus. 

A Magia, portanto, é um ato religioso com os quais os Wiccanos se unem a suas deidades para melhorarem a si mesmos e ao seu mundo.

Isto é relevante - a magia é uma prática positiva. Os Wiccanos não praticam magia destrutiva, manipulativa ou exploratória. 

Uma vez que reconhecem que o poder actuante na magia é, em sua essência, proveniente da Deusa e do Deus, práticas negativas constituem um verdadeiro tabu.

 Magia "maléfica" é um insulto a si mesmo, à raça humana, à Terra, à Deusa e ao Deus, e ao próprio universo. As consequências podem ser imaginadas.


A energia da magia é a própria energia da vida.

Qualquer um pode praticar magia - dentro de um contexto religioso ou não. 

Se certas palavras ou gestos surgem em sua mente durante um encantamento e parecem adequados, use-os.

Se não conseguir encontrar um ritual que lhe agrade ou que seja apropriado para suas necessidades, crie um. 

Não é necessário escrever belas poesias ou criar coreografias para trinta dançarinos portando incenso e treze sacerdotisas cantantes.

Pelo menos, acenda uma vela, acomode-se diante dela e concentre-se em sua necessidade mágica. Confie em si mesmo.

Se realmente desejar conhecer a natureza da magia, pratique-a! Muitos temem a magia. Aprenderam (com não-praticantes) que ela é perigosa. 

Não tema. Atravessar a rua também é perigoso. Mas, se fizer do jeito certo, tudo bem.

Certamente, o único meio de descobrir isso é atravessando a rua. Se sua magia possuir amor, não correrá nenhum risco.

Chame pela Deusa e pelo Deus para protegê-lo e ensinar-lhe os segredos da magia. Peça a pedras e plantas que lhe revelem seus poderes - e preste-lhes atenção. 

Leia o quanto puder, descartando informações negativas ou perturbadoras.

Aprenda pela prática, e a Deusa e o Deus o abençoarão com tudo aquilo de que realmente necessita.

Fonte: “Guia essencial da Bruxa Solitária”, de Scott Cunnigham)


                                       Magia Avaloniana


Magia Avaloniana é uma forma de espiritualidade Celta assim como o Druidismo, ela visa principalmente a adaptação da espiritualidade européia ao Brasil, local onde surge. Eles são politeístas, animistas e creem na transmigração da alma. Trabalham com Reconstrucionismo Celta.